| Reflete_ConjugaJELB : A porta estreita |
| Enviado por Miguel Angelo Dolny em 23/8/2010 22:12:10 (66 leituras) |
Passagem-tema: “Alguém perguntou: - Senhor, são poucos os que vão ser salvos? Jesus respondeu: - Façam tudo para entrar pela porta estreita. Pois eu afirmo a vocês que muitos vão querer entrar, mas não poderão” (Lucas 13.23-24 – NTLH).
Em certo momento alguém questionou Jesus: “Senhor, são poucos os que vão ser salvos?” (v. 23). Você já parou pra pensar nisso? Talvez você já tenha se dado conta da forma como está a humanidade, da falta de amor, da corrupção, inveja, brigas, ódio, infidelidade, falta de justiça, falta de paz. A dúvida pode parecer normal: “Quantos de nós ainda serão salvos? Será que alguém de nós merece a salvação?”.
Mas vamos voltar bastante no tempo, na verdade, até o início dos tempos, quando o homem foi criado semelhante a Deus, sem qualquer pecado. Deus criou o mundo e tudo o que nele há, inclusive o jardim do Éden. O Senhor pôs o homem no jardim para dele cuidar e nele fazer plantações. E deu ao homem a seguinte ordem: “Você pode comer as frutas de qualquer árvore do jardim, menos da árvore que dá o conhecimento do bem e do mal. Não coma a fruta dessa árvore; pois, no dia em que você a comer, certamente morrerá” (Gn 2.16-17). Então veio a cobra, o animal mais esperto que o Senhor havia feito, e disse a Eva que não tinha problema se ela comesse aquela fruta, pois com isso seus olhos se abririam, e ela teria o conhecimento do bem e do mal. E Eva comeu a fruta, e deu a Adão e ele também comeu.
Deus havia criado tudo de forma maravilhosa, perfeita. Imagine como deveria ser, caminhar pelos belíssimos e intocados cenários criados pelas mãos poderosas de Deus, subir montes, brincar com os animais, nadar em fontes de águas cristalinas, com a certeza da proteção do Senhor. Deus estava ali, conversava com o homem, dava a ele todo o cuidado e amor. E Deus só fez uma recomendação ao homem: “Não coma a fruta dessa árvore” (Gn 2.17). Você não precisa dela, você não precisa conhecer o bem e o mal, você só precisa confiar em mim. Mas o homem não quis confiar em Deus; quis sabedoria, e comeu o fruto do pecado.
A sabedoria, a inteligência, o conhecimento, são virtudes que nós ainda buscamos. Quantos de nós estão procurando se aperfeiçoar em seus conhecimentos? Talvez para passar de ano no colégio, para conseguir uma vaga na Universidade, uma promoção no trabalho, um bom negócio, uma melhor administração das contas. Mas quem de nós está preocupado em obter a verdadeira sabedoria, aquela que nos dá a vida? Jó 28.12-15 diz: “Mas onde pode ser achada a sabedoria? Em que lugar está a inteligência? Os seres humanos não conhecem o valor da sabedoria e não a encontram neste mundo. O Oceano afirma: ‘Aqui não está’, e o Mar diz: ‘Aqui também não’. Ela não pode ser comprada com ouro, nem trocada por prata”. E o versículo 28 revela: “Para ser sábio é preciso temer o Senhor”.
A pergunta que fizeram a Jesus, sobre quantos seriam salvos, é um exemplo de dúvida, incerteza e, com isso, busca por sabedoria. Mas a resposta de Jesus é clara: Você não precisa se preocupar com quantos serão salvos; apenas deve fazer de tudo para entrar pela porta estreita. Para isso, você precisa ser como Adão antes de pecar, quando confiava plenamente em Deus, você só precisa confiar em mim. A Palavra de Deus, nossa fonte de consulta para alcançar sabedoria, nos aponta o caminho para a porta estreita, quando Jesus diz em João 10.9: “Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo”. Aí está o conhecimento que importa.
Mas devemos tomar cuidado e refletir também sobre o final de nossa passagem: “muitos vão querer entrar, mas não poderão”. Fica claro para os cristãos o sentido desse trecho. A porta é estreita, mas sabemos onde ela está. No entanto, diariamente somos sufocados por portas maiores, que abrimos e que nos mostram outras portas, que podem nos prender em um ciclo difícil de sair.
Aí voltamos a falar de conhecimento. A bibliografia construída pelo homem é praticamente impossível de ser contada; além disso, com a facilidade de acesso à internet, as portas que temos para abrir são infindáveis, com alguns cliques pode-se buscar qualquer termo e encontrar respostas relevantes. É possível construir redes sociais para debater ideias, questões complexas que a ciência ainda não respondeu. E são muito frequentes as discussões relacionadas ao cristianismo, à fé, desde o princípio – evolução ou criação? – até a ressurreição, reencarnação ou simplesmente o fim da vida. São as portas do conhecimento – não necessariamente verdadeiro – que vão se abrindo, e, quando percebemos, já estamos nós mesmos questionando nossa fé e perguntando: “Quantos de nós serão salvos?”.
É por essas e outras que a porta é estreita. Nós temos a certeza da salvação em Cristo Jesus, mas precisamos nos nutrir do conhecimento verdadeiro dia após dia. Dessa maneira, através da ação do Espírito Santo em nossas vidas, nossa certeza será cada vez maior e teremos mais chances de não fraquejar quando colocados em dúvida, mas saberemos a maneira certa de responder. Precisamos encher nossos corações e mentes das verdades reveladas por Deus em Sua Palavra, para que nossas bocas falem do que nossos corações estejam cheios. Assim, além de estarmos trilhando o caminho em direção à porta estreita que nos dá a vida, estaremos levando a Verdade ao nosso próximo, e assim mais pessoas terão a chance de receberem a salvação.
Precisamos sempre lembrar que a porta é estreita. Não amedrontados, incertos se entraremos ou não por ela, mas procurando aplicar o ensinamento de Jó 28.28: “Para ser sábio é preciso temer o Senhor”. Temer o Senhor é confiar plenamente n’Ele, é colocá-lo em primeiro lugar. Que Deus nos mantenha firmes na fé verdadeira e nos permita passar pela estreita porta da salvação, Cristo Jesus, Amém. |
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| Reflete_ConjugaJELB : EU E MINHA FAMÍLIA SERVIREMOS A DEUS |
| Enviado por Jerri Cristiano Tomm em 5/8/2010 3:54:25 (84 leituras) |
Josué 24.15b - “...eu e minha família serviremos a Deus, o SENHOR.”
Família – este termo tem sofrido grandes mudanças nos últimos tempos. Aquilo que era indissociável e que, por pior que estivesse a situação do relacionamento dos pais, não se desfazia... Porém modernidade chegou e hoje temos o conceito família totalmente aberto a novas configurações, famílias sem pai são bem comuns, casais com filhos que não são irmãos já não é uma impossibilidade lógica e famílias com dois pais ou duas mães é a nova configuração juridicamente possível atualmente. Mas não quero só falar dos malefícios dos tempos modernos, há também coisas boas, agora podemos casar com a pessoa que queremos e amamos, isso para mim é um progresso inquestionável. Mas o culto ao prazer (edonismo) parece ter mudado tudo de perspectiva. Quando Deus criou a família tinha a intenção que estes se relacionassem, tivessem filhos e dominassem a terra. Não deu maiores explicações, já que tudo era bom. Mas aconteceu o pecado, vieram as mentiras (Adão e Eva), a violência (Caim e Abel) e tudo passou a ter necessariamente sofrimento. A maioria das famílias que são citadas na Bíblia tiveram grandes provações e grandes problemas também. Abraão teve filho com uma outra mulher, Isaque e Raquel teve dois filhos que se odiavam, Jacó teve duas mulheres, uma ela amava e a outra não, e seus filhos venderam um dos irmãos. Poderia aqui falar de Davi, Salomão e muitos outros, mas a lista seria grande demais para a ocasião. Mas o que importa é que com a exceção de quando o povo de Israel tinha muitas mulheres estrangeiras e idólatras em seu meio, nunca Ele pediu para que famílias fossem desfeitas, que casamentos fossem rompidos, mas sim, como dizem as palavras de Jesus - “que ninguém separe o que Deus uniu” (Mt. 19.6). Mas voltando a modernidade, a família já não é uma instituição admirada e buscada. É lembrada pelo sacrifício e perda de liberdade que ela provoca. Nosso tempo prega que temos que aproveitar a vida, gozar dos prazeres disponíveis, ser jovem por todo tempo que puder, custe quantas plásticas custarem. Não abrir mão da individualidade é palavra de ordem, seja você mesmo, não importa as consequências. Mas, por causas dos resquícios de tradição, as pessoas se casam mais tarde, tem filhos mais tarde, e se tudo ficar difícil, os problemas se amontoarem, o divórcio resolve. Se não é mais prazeroso, é melhor que termine. Não é minha intenção aqui proclamar o casamento indissolúvel ou analisar separações em particular, nossa natureza humana não nos permite perfeição. Só quero enfatizar o versículo acima: “Eu e minha família serviremos a Deus.” Não vou dizer que tudo se resolve com esse versículo, mas sinceramente acredito que se uma família começa com esse versículo ela terá menos probabilidade de terminar. Quando dois jovens ou não tão jovens resolvem construir uma família e sinceramente colocam diante de si Deus, são sinceros em suas orações e buscam fazer a vontade dEle, tudo tem mais chances de ser melhor e de dar certo. O casamento realmente tira a liberdade, você não é mais só, existe alguém ao seu lado e esse alguém tem vontades, manias e defeitos e isso vai te limitar, e aprender a lidar com isso é um desafio para o qual não estamos preparados ou sendo preparados, mas diante disso, temos o nosso Deus e Ele sempre escuta e ajuda. Porém, o casamento também não é só limitação, é expansão. Ter alguém aos seu lado te possibilita ir além do que você consegue ir sozinho, alguém que te ouve na tristeza, alguém com quem você planeja seu futuro, que te incentiva, vai fazer você ser capaz de chegar onde sozinho não poderia. Con“tudo”, tudo o que você espera receber também deve oferecer, da maneira como a pessoa que está ao seu lado deseja e que seja o melhor para ela. “Eu e minha família serviremos a Deus” não é uma receita, mas é o melhor conselho que pode-se dar. O gozo da juventude eterna não é vontade de Deus, foi por isso que Ele nos deu o desejo de nos unirmos a alguém, não só para desfrutar do prazer que isso proporciona, mas para construir pequenos universos de relações, com tudo de bom que pode acontecer, mas enfrentando todas as dificuldades que possam surgir. Sinto que muita gente tem medo do casamento, o mundo a nossa volta prega outra coisa do que nós cremos, mas é da vontade de Deus que formemos nossas famílias, que lutemos por elas com todas as nossas forças, mas sem esquecer que não vamos a lugar nenhum sem Deus e será ele que dará as forças para ir além quando tudo parecer não dar certo e quando você achar que não pode ir adiante. Então JOVENS, tornem-se adultos, casem-se e formem suas famílias e quando isso acontecer digam: “Eu e minha família serviremos a Deus”. Que o SENHOR abençoe a sua família. Amém. |
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| Reflete_ConjugaJELB : DEUS PREPARA E CAPACITA, NÓS REALIZAMOS |
| Enviado por Luise Lüdke em 17/4/2010 23:49:07 (216 leituras) |
“Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora, em nossa união com Cristo Jesus, ele nos criou para que fizéssemos as boas obras que ele já havia preparado para nós.” Ef 2.10 Ao ler o livro de Atos dos Apóstolos, nos deparamos com grandes exemplos de fé e trabalho dos discípulos, após a ascensão de Jesus, para a proclamação do Evangelho e da Boa Nova da Sua ressurreição e vitória sobre a morte. Estas pessoas foram corajosas e amaram tanto seu próximo a ponto de colocar suas vidas em risco para que ele pudesse conhecer a Deus e ter a vida eterna por intermédio de Jesus. Tantos exemplos nos levam a refletir: ‘ e eu... qual o meu papel, qual a parte que me cabe no trabalho na igreja?’. Essa pergunta pode angustiar muito, pois existe tanto a ser feito e nos vemos paralisados diante da imensidão de necessidades da igreja e do mundo afora. Os que já fazem algum tipo de atividade na igreja, seja na parte administrativa seja na evangelização e testemunho, também se perguntam: ‘o que faço é suficiente?’. Nos esquecemos por vezes que o trabalho não é nosso, é Deus quem prepara as obras para que nós possamos realizá-las em união com Jesus, e assim levar o amor de Deus ao mundo (Ef 2.10). Quantas vezes não nos orgulhamos das obras das ‘nossas’ mãos e dizemos com boca cheia ‘eu fiz’? Deus espera que entreguemos nossas vidas nas Suas mãos para descansarmos e confiarmos nos propósitos que Ele tem para cada um de nós; Deus nos conhece antes mesmos de termos nascido e os nossos dias estão todos escritos no Seu livro (Sl 139.16). As boas obras ele já preparou por nós, só nos cabe agir e realizar estas obras por meio do fortalecimento da nossa fé (Tg 2.26). Mas como saber o que Deus quer de nós?! Dobrando nossos joelhos e pedindo que Ele nos revele e cumpra em nós Seus propósitos, pedindo que nos oriente para o trabalho no engrandecimento do Seu Reino, buscando colocar em prática os dons que Ele bondosamente nos dá. Deus nos capacita para o trabalho! Assim, não corremos o risco de inventar de nossas próprias cabeças atividades e ações para simplesmente cumprir com a ‘obrigação de um bom cristão’. Tão pouco corremos o risco de pensar que o nosso trabalho pode ser realizado por outros, pois sabemos que Deus conta conosco, com a nossa particularidade no trabalho! Que se cumpra sempre em nosso pensar e agir a vontade de Deus!
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| Reflete_ConjugaJELB : PODER DA ORAÇÃO, PODER DE DEUS |
| Enviado por Jerri Cristiano Tomm em 7/3/2010 19:30:00 (152 leituras) |
Esses dias atrás eu estava lendo o devocionário “Cinco Minutos com Jesus” e a leitura bíblica do dia me chamou muito a atenção, me impressionou mesmo. Separei alguns versículos para dividir com vocês. Salmos 18.6,9,10,16,19 - “No meu desespero, eu clamei ao Senhor e pedi que ele me ajudasse. Do seu templo no céu o Senhor ouviu a minha voz, ele escutou o meu grito de socorro. […] Ele abriu o céu e desceu com uma nuvem escura debaixo dos pés. Voou nas costas de um querubim e viajou rápido nas asas do vento. […] Lá do alto, o Senhor me estendeu a mão e me segurou; ele me tirou do mar profundo. […] me livrou do perigo e me salvou porque me ama.”
Atraiu-me nessa passagem o fato de mostrar Deus agindo, se movendo, se deslocando dos Céus em direção a Davi, que clama desesperado por ajuda. Engraçado é que uma passagem dessas não deveria nos causar surpresa, já que Jesus deixou o Céu, se tornou um ser humano e nos salvou através de sua morte e ressurreição. Mas o que podemos tirar dessa passagem e de toda a obra de Jesus em nosso favor? Nossas orações, que dirigimos a Deus todos os dias, em meio à angústias ou não, muitas vezes as fazemos sem muita esperança de receber resposta, nosso costume de colocar nossos pedidos nas mãos de Deus com a frase no fim “seja feita a sua vontade” faz com que deixemos de esperar que Deus atenda às nossas orações. Mas o que esperamos de Deus? Esses dias, tive uma experiência interessante com isso. Em um domingo desses, estava conversando com uma amiga, falávamos de nossas angústias, eu estava desempregado e desesperado porque teria que vender minha moto, não tinha mais dinheiro nem para pagar as prestações. Minha amiga também estava com algumas preocupações diante de dúvidas com relação ao futuro, entre outros problemas. Naquela noite ela me mandou uma mensagem pedindo que eu orasse por ela. Respondi e pedi que ela orasse por mim também. Naquela noite nós oramos pelos nossos problemas e um pelo outro. Na manhã seguinte recebi um telefone, me chamando para levar meus documentos numa escola afim de ser contratado. Sou sincero em dizer que fiquei assustado com isso. Não esperava por uma resposta de Deus dessa forma. Mas foi maravilhoso. Minha amiga também teve um pouco de seus pedidos atendidos, de uma forma muito mais complicada, mas posso dizer que foi uma intervenção divina. Em função do que foi dito, o que podemos esperar de Deus, o que devemos esperar de nossas orações. Uma frase me incomoda, as pessoas falam "no poder da oração", eu prefiro falar no poder de nosso Deus que nos escuta sempre. Por isso, acredito que Deus está sempre descendo de seu templo no céu para vir nos ajudar a resolver os nossos problemas, nos segurar para não caírmos, nos salvar em todos os momentos. O que precisamos é prestar mais atenção nas coisas que acontecem na nossa vida, na verdade não há um só momento em que Deus não deixe o céu e esteja realizando coisas na nossa vida, nos livrando de problemas e perigos que nos cercam. Gostamos de falar em sorte ou em acaso, mas quem crê em Deus não pode acreditar em sorte e acaso, tudo tem seu propósito e o Senhor por trás. E o que devemos fazer quando não somos atendidos? Bom, podemos continuar pedindo e esperar, também podemos avaliar a real necessidade do que estamos pedindo e concluir que Deus não nos atendeu porque Ele, na sua sabedoria, acha que não precisamos do que pedimos, mas sim de outras coisas, as quais Ele está nos dando agora ou nos dará no futuro. Enfim, é sábio sim dizer em nossas orações dizer “seja feita a sua vontade”, Jesus orou assim e aceitou a vontade do Pai que não lhe atendeu seu pedido quando estava prestes para ser entregue para ser morto. Mas aquilo que está afligindo nosso coração, devemos colocar diante de Deus, não importa o tempo ou as circunstância. Deus nos ajudará no momento certo. Deus nos ama. Nessa confiança devemos fazer nossas orações, Deus nos dará tudo o que precisarmos, virá sempre ao nosso encontro para nos amparar, nos ajudará em todas as nossas dificuldades. Oremos sempre, por nós, por nossos amigos, por todos que você conhece as necessidades. Deus certamente te ouvirá. |
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| Reflete_ConjugaJELB : Amizade: perfume da vida |
| Enviado por Luise Lüdke em 20/2/2010 22:00:00 (205 leituras) |
Assim como os perfumes alegram a vida, a amizade sincera dá ânimo para viver. PV 27.9
Quantos amigos sinceros você tem? Você pode contá-los nos dedos ou se perde nas contas? Recentemente me mudei de cidade e deixei a companhia de muitos amigos. Senti e ainda sinto muita falta da convivência com aqueles que me conhecem, que sabem das coisas que gosto, dos problemas que enfrento e do que me causa alegria. Sinto falta do olhar daqueles que sabem quem sou verdadeiramente.
Isso me fez refletir fortemente sobre o que é a amizade. Em uma busca pela internet, achei o seguinte significado em um dicionário online: Uma espécie de semelhança entre pessoas, um ser que seguirei até o exílio, que defenderei com todas as minhas forças, é uma disposição permanente que decorre de uma escolha livre e recíproca. E ainda segundo Aristóteles, a amizade é uma virtude, um fruto do hábito e da vontade. Ou seja, somos amigos dos que são semelhantes a nós e de quem nós escolhemos de livre vontade.
Ser amigo de pessoas com as quais nos identificamos e gostamos é fácil. Amamos essas pessoas de forma bastante espontânea, as defendemos e ‘seguimos até o fim’. E aqueles que têm um estilo de vida totalmente diferente do nosso, aqueles que se vestem diferente, que falam diferente? E aqueles que gostam do estilo de musica que mais odiamos, que fazem coisas que detestamos? E aqueles que não acreditam em Deus? Pela definição de amizade acima, eles poderiam ser nossos amigos? Nós os escolheríamos, os defenderíamos?
Deus nos deu um mandamento: ama teu próximo como a ti mesmo! E pelo amor que Deus nos revelou em Jesus que morreu na cruz por nós, hoje somos livres pra servir e escolher por vontade própria amar também aqueles que são diferentes de nós. E apesar das diferenças que afastam as pessoas, ainda temos semelhanças indiscutíveis que nos unem: somos igualmente pecadores, somos todos filhos do mesmo Pai e dependemos da Sua bondade que nos perdoa os pecados!
Além do mais, temos Jesus que é nosso melhor amigo. Ele escolheu por vontade própria morrer por nós, apesar de muitas vezes escolhermos caminhos que não nos levam até Ele, apesar de não sermos seus amigos fiéis. Olhando para Jesus como exemplo de amizade e amor escolho hoje permitir que outras pessoas se aproximem de mim, escolho não julgar os que me rodeiam e dar uma chance para que novas amizades verdadeiras nasçam, para que nelas eu tenha a oportunidade de testemunhar, louvar e adorar a Deus em comunhão com meus irmãos!
É nessa comunhão que encontramos forças e ânimo para continuar a viver em Cristo! Que Deus nos ajude nessas escolhas que perfuma nossas vidas!
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