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Tópico para os posts do PastorAÇÃO.
Reflete_PastorAÇÃO : CASAR OU NÃO CASAR? EIS A QUESTÃO...
Enviado por Elvis Girardi Nerich em 6/6/2010 0:00:00 (330 leituras)

06/06 a 12/06/2010 – Post 15


Estimados leitores,


A pergunta “casar ou não casar” é feita com certa frequência nos dias de hoje. Mas, será que esta pergunta é pertinente com base na Bíblia? Na verdade, é. Temos na Bíblia tanto a recomendação para não casar, como para casar.

Diz o apóstolo Paulo:

“E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo. Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado.” (1Co 7.8,9)

Por outro lado, Jesus disse:

“Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Mateus 19.4-6)

E agora?

Convido o Dr. Lutero a responder esta questão, e ele disse:

“Importa saibas outrossim que esse estado (o estado do matrimônio) não é apenas honroso, mas também necessário. E seriamente ordena Deus que em geral, através de todos os estados, homens e mulheres a ele dispostos pela natureza, estejam nesse estado, à exceção, todavia, de alguns, ainda que poucos, os quais Deus especialmente excetuou, de modo que não são aptos para o estado matrimonial, ou então libertou por meio de elevado e sobrenatural dom, de forma que podem manter-se castos fora do matrimônio.” (LUTERO, Martinho. Catecismo Maior – 6º Mandamento. In: Livro de Concórdia. p.426 e 427; item 211)

Este é o ponto... o plano de Deus é de que as pessoas se casem, constituindo famílias e criando os filhos conforme a sua santa vontade, com algumas exceções.

Lutero nos mostra que existem basicamente duas categorias de exceções: (1) os que não são aptos; (2) os que receberam um dom espiritual para viverem em santidade sem casar.

Sobre esta segunda categoria o apóstolo Paulo disse:

“O que realmente eu quero é que estejais livres de preocupações. Quem não é casado cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor; mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar à esposa, e assim está dividido. Também a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, para ser santa, assim no corpo como no espírito; a que se casou, porém, se preocupa com as coisas do mundo, de como agradar ao marido.” (1Coríntios 7.32-34)
“Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro.” (1Coríntios 7.7)


Com certeza, este é um tema que pode ser amplamente debatido, mas espero que os breves comentários elucidem algumas dúvidas sobre o casar ou não diante da vontade de Deus. Encerro com a recomendação do Lutero:

“Digo isto para que se insista com os jovens neste sentido, a fim de conceberem vontade para o matrimônio e saberem que é estado abençoado e agradável a Deus.” (Idem, p.427; item 217)

Um grande abraço,
PE

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Reflete_PastorAÇÃO : VOCAÇÃO X CHAMADO INTERNO
Enviado por Elvis Girardi Nerich em 14/7/2009 0:00:00 (301 leituras)

14/07/2009

Estimados leitores,


Um tema muito relevante que desperta interesse no âmbito religioso é a questão da vocação para o ministério pastoral. Na semana passada já escrevemos um pouco sobre este tema, mas agora quero chamar a atenção de forma mais enfática para a diferença fundamental que existe em relação à vocação e ao conceito de chamado interno.

Li um artigo excelente sobre este assunto: PETER, David J. Uma Perspectiva Luterana Sobre o Chamado Interior Para o Ministério. (Traduzido por Gerson L. Linden) Igreja Luterana. vol. 67. Novembro, 2008/2. p.73-92.

Todos os pastores que participaram do Concílio Nacional de Pastores da Igreja Evangélica Luterana em Balneário Camboriú, nos dias 18 a 21 de Abril de 2009 receberam este volume da Revista Igreja Luterana. Caso você tenha mais interesse sobre o assunto sugiro pedir uma cópia do texto para o seu pastor.

Neste artigo o autor propõe a seguinte definição para “chamado interior”:

“No chamado interior, Deus atua imediatamente e diretamente na vida da pessoa, através de uma escolha divina daqueles que deverão entrar no ministério. Deus tem um plano individual para a vida daquela pessoa. H. Richard Niebuhr define este ‘chamado secreto’ como ‘a persuasão ou experiência interior pela qual a pessoa sente-se diretamente chamada ou convidada por Deus a tomar parte na obra do ministério’.” p.77

Acredito que muitos dirão: “é isto aí!”... o problema é que: “não é isto aí!”

Sério... não existe em nenhum local na Bíblia alguma definição sobre um chamado interior. Deus não promete fazer isto e não coloca isto como condição para o ministério público. É um conceito que não é bíblico.

Não nego que Deus tenha planos para as pessoas (inclusive acredito nisto), mas isto é algo completamente subjetivo e tenta entrar na insondável grandeza de Deus e de sua mente (Sl 145.3). Ninguém é capaz de entender a mente de Deus fora do que dizem as Sagradas Escrituras.

O chamado imediato (feito diretamente por Deus) aconteceu em caráter especial no início do cristianismo, no chamado dos apóstolos. Depois disto não há mais registro de chamado imediato nem nos textos bíblicos (que vão até aproximadamente o ano 90 a.D.) e nem nos escritos dos pais apostólicos. Deus não promete chamar diretamente e nem nos diz que isto seria possível depois daquele momento. “Se” acontecer... devem haver “sinais” (milagres) que nos permitam identificá-lo.

Por esta razão nossas Confissões (contidas no Livro de Concórdia) nos falam apenas do chamado mediato (que é o chamado divino feito por intermédio de uma congregação). Mueller, na sua Dogmática Cristã nos diz:

“O caráter divino do chamado mediato está amplamente comprovado pelo fato de as Sagradas Escrituras dizerem acerca dos presbíteros ou bispos, que foram chamados de modo mediato: ‘O Espírito Santo vos constituiu bispos’. (At 20.28) O fato de o chamado mediato ser também verdadeiramente divino é da maior importância tanto para os próprios ministros como para aqueles a quem servem. (1Co 4.1; Lc 10.16; 1Pe 5.2,3; Jr 23.21; Hb 5.4; Tg 3.1)” p.532

O perigo de defendermos um chamado interno (ou chamado imediato) contrariamente às Escrituras Sagradas é que isto resultaria no fato de que o chamado da congregação passaria apenas a confirmar o chamado interno. Colocaríamos assim a Igreja a serviço do indivíduo, quando Deus nos ordenou o contrário – é a Igreja que emite o chamado e portanto, é através da Igreja que alguém se torna pastor.


O que acham disto tudo? Fiquem a vontade para fazerem os seus comentários (preferencialmente identificando-se).

Um grande abraço,
PE

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Reflete_PastorAÇÃO : DESPERTANDO VOCAÇÕES
Enviado por Elvis Girardi Nerich em 7/7/2009 0:00:00 (231 leituras)

07/07/2009

Quem deve ir para o Seminário?



Olá queridos irmãos em Cristo,

Compartilho com você um texto que escrevi para minha congregação, em Guarapuava – PR.

No último dia 04 de julho tivemos a formatura, no Seminário Concórdia, de 17 pessoas que estão habilitadas para o ministério pastoral. Com a graça de Deus alguns já são pastores e outros serão pastores a partir do momento que receberem um chamado. É um momento de alegria para a Igreja e também de orações para que Deus Espírito Santo esteja guiando estes jovens pastores.

Neste período de formatura de teólogos, que tal pensarmos um pouco sobre vocação para o ministério? Você que possui filhos, netos e até você mesmo, que está lendo agora, já pensou em estudar para “ser tornado” pastor?

Atualmente possuímos, em nossa Igreja, o pré-teológico que consiste em um período de um ano de preparação na congregação local antes de tentar-se o ingresso no Seminário. A inscrição para o pré-teológico precisa acontecer próximo do final do ano que antecede o ano do pré-teológico. Portanto, aqueles que pretendem entrar no Seminário no ano de 2011 precisam começar a pensar no assunto já neste semestre (para poderem cursar o pré-teológico em 2010). Chamo a atenção principalmente aos jovens que estão cursando o 2º ano do ensino médio, para que assim possam conciliar o 3º ano com o pré-teológico e tentar a admissão no Seminário logo depois da formatura do ensino médio.

Mas, como saber se alguém deve (ou não) ir para o Seminário? Talvez alguém pense que para decidir-se por ir ao Seminário seja necessário ouvir uma voz interior, perceber uma manifestação exterior que indique isto ou ser convidado expressamente pelo pastor. A verdade é que nada disto é exigido (ou prometido) na Bíblia. A vocação para o ministério pastoral segue o princípio básico de qualquer vocação, que é a soma de “desejo” pessoal ao exercício da função e preenchimento das “qualificações” necessárias para o determinado ofício.

O desejo de servir como pastor é algo muito bom. O apóstolo Paulo disse: “se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja” (1Tm 3.1), ou na NTLH: “se alguém quer muito ser bispo (pastor) na Igreja, está desejando um trabalho excelente”. Desejar ser pastor é um direito pessoal, como o direito de desejar ser jogador de futebol, piloto de corrida, médico, pedreiro, carpinteiro ou o que for.

As qualificações para o ministério pastoral aparecem logo na sequência (1Tm 3.2-7) e em Tt 1.5-9.

O Seminário, por sua vez, tem a função de trabalhar estas qualificações na vida dos alunos e avaliar a vocação dos teologandos de maneira que possa avalizar para a Igreja que os pré-requisitos bíblicos para que alguém seja pastor foram preenchidos.

Somente no momento em que alguém recebeu um chamado e o aceitou é que esta pessoa “é tornada pastor”. A expressão está no passivo porque é a Igreja, que age em nome de Deus, que torna alguém pastor através do chamado.

Esta compreensão bíblica sobre a vocação ao ministério pastoral evitará que pessoas se sintam obrigadas a irem para o Seminário ou que se sintam obrigadas a continuarem atuando como pastores. Esta correta compreensão também evitará que outras pessoas deixem de ir para o Seminário por julgarem que seu desejo é pouco relevante.

E, quem ganha com a correta compreensão sobre vocação ao ministério é o Reino de Deus.

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão”. 1Co 15.58


Um grande abraço,
PE

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Reflete_PastorAÇÃO : APRESENTAÇÃO – PastorAÇÃO
Enviado por Elvis Girardi Nerich em 30/6/2009 0:00:00 (255 leituras)

30/06/2009


Olá amigos do RefleteJELB
e agora da JELB de uma forma geral,

Para aqueles que ainda não conhecem a coluna PastorAÇÃO ela foi criada com a proposta de ser um veículo de diálogo sobre o ministério pastoral.

Este debate de leigos e pastores sobre o ministério é trazido aqui em sentido bem amplo permitindo diálogos sobre fundamentação bíblica de alguns tópicos relacionados, sobre relacionamento de leigos e pastores (evitando-se nomes), sobre ética cristã, sobre sentimentos vivenciados pelos pastores no exercício do ministério, sobre vocação, entre outros assuntos pertinentes a esta proposta.

Para isto, conto com a sua ajuda. Que assunto você gostaria de dialogar sobre ministério pastoral ou a pessoa do pastor? Sugira tópicos e iremos fazer uma relação de assuntos a serem abordados.

Que a Paz do Senhor esteja com vocês.

Abraços,
Pastor Elvis

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