Crescer é Perigoso

Os filhos nunca acreditam que crescer é perigoso. Não adianta avisar para continuarem crianças. Eles crescem e vão embora. Depois se queixam.

Tem a história do pai que criou seu filho do barro, e sua filha da costela do filho. O pai fez o que pode pelas crianças. Elas tinham de tudo, nunca lhes faltou alimento ou agasalho. Se queriam um cachorro ou um macaco para brincar, o pai dava. Se queriam comida era somente se servir, mandavam em tudo e tudo estava de baixo de sua ordem.

Eles sabiam o suficiente. A felicidade era isto, as crianças eram felizes e não sabiam.

O pai precisava impor sua característica paterna, determinou que do quintal poderia ser comida todas as frutas, porém uma delas não, pois naquele momento eles morreriam.

A filha comeu da fruta proibida, o filho a acompanhou, e o pai foi tomado de grande tristeza. Disse que eles sabiam o que não precisavam saber, notaram que estavam nus, e que nunca mais seriam os mesmos, pelo menos enquanto na terra.

Certamente o mais terrível de tudo foi naquele momento descobrirem que podem desobedecer, ou melhor, que podem escolher o mau caminho, agora não eram mais crianças e sim adolescentes que desafiam seus pais.

O pai suspirou entristecido e expulsou-os do local de origem, mandou embora da casa paterna, eles escolherem morar fora, e como se arrependeram, pois agora precisavam trabalhar, suar, esforçar-se.

Cresceram e saíram, porém continuam como adolescentes, erram e não sabem concertar o erro. E lá vem o pai novamente, com amor, com dedicação, enviar um outro filho perfeito para morrer por eles e assim mostrar o caminho.

Abraços e Até sexta que Vem
Eli “Batatinha” Müller

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