Estudo 5 - Preparados e munidos - #Recomeço

Estudos #Recomeço
Preparados e munidos!
Ef 6.14
Pastor Eduvino Krause Filho


“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.” (ARA)

“Portanto, estejam preparados. Usem a verdade como cinturão. Vistam-se com a couraça da justiça.” (NTLH)

Estamos rodeados pelo mundo arreligioso. Significa que um número altamente significativo de pessoas não possui o espírito religioso ou é indiferente a qualquer religião. Bonhoeffer, (teólogo luterano alemão - 1906-1945) também critica, as pessoas que sinceramente se dizem ‘religiosas’ mas não vivem a fé que confessam. (Resistência e Submissão. Dietrich Bonhoeffer, Sinodal/EST, S. Leopoldo, 2ª edição, 2015. p. 369).

A contradição entre fé e vida foi denunciada pelo profeta Isaías. (Is 29.1). Jesus corroborou o dito: o povo honrava a Deus com os lábios, mas o coração estava distante do Senhor. (Mt 15.8). Isto vale para a igreja de qualquer época. Vivendo no mundo dominado pelo sistema de vida sem Deus, os cristãos não estão imunes às influências do amoldamento da fé aos seus desejos. Assim a verdade é relativizada. Pensando nisso, o apóstolo Paulo ensina as defesas do cristão.

1 – Estai, pois, firmes!

O verbo foi traduzido para a língua portuguesa no modo imperativo: Estai “firmes”. A idéia é: posicionai o coração; continuai firmes na sua opinião; continuai de pé sem abalos! O conjunto do texto, (Ef 6.10-20) pode ser intitulado como “permanecendo firmes (na fé – subentendido)” - (NAA).

A fé cristã está em jogo. A vida é imprevista, por exemplo:

É praticamente impossível navegar pela vida sem tempestades e momentos adversos: ‘sem uma amizade que nos cause decepção/sem um amor não correspondido/sem uma doença ou problemas de saúde/sem um parente que morra/sem equívocos e erros com conseqüências graves/sem problemas no trabalho/[...]. (A Adversidade esconde um tesouro. Saturnino de la Torre. São Paulo, Madras. 2012, p. 161).

No enredo dos sofrimentos, tentações e provações, caímos! A fé é a força renovadora do Espírito Santo, desconhecida pelo mundo, que ressurge em situações diárias e extremas, quando recomeçamos na confiança em tudo o que Jesus nos ensinou desde a infância através da Palavra: isto importa! Apegando-se ao imutável - ontem - hoje e sempre - Jesus Cristo – isto importa! Jesus orou pelos cristãos: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade!” (Jo 17.17). A história do cristão pode ser construída com um bom programa de vida:

  • - A concepção (vida uterina, cuidados/orações);
  • - O nascimento (gratidão dos pais ao Senhor);
  • - O batismo (novo nascimento);
  • - A infância (educação cristã/escola dominical, histórias bíblicas marcantes e inesquecíveis);
  • - A confirmação (aprendizado nas doutrinas cristãs e descobertas/Escola);
  • - A juventude (aplicação dos dons/Faculdade);
  • - A vida profissional (vocação, família, trabalho, uso dos dons, o serviço do reino de Deus {na igreja});
  • - A velhice (envelhecer com sabedoria);
  • - A morte (morrer bem: na graça divina).

Reforçando-o como, diz o apóstolo:

2 - “Cingindo com a verdade!” e “vestindo-vos da couraça da justiça!

Os verbos “cingindo, vestindo” estão no gerúndio. Indica a continuidade: até o final da vida! O Senhor não abandona o seu povo. Os cristãos se defendem dos inimigos espirituais: perseverando! (Fé cristã). Os antigos militares usavam um cinto para manter a roupa solta, preparados para qualquer movimentação. Não podemos jamais descolar da Palavra do Senhor: Jesus e sua Palavra é a nossa segurança.

A Palavra de Deus é a verdade imutável para o cristão. “A palavra do Senhor permanece eternamente.” (I Pe 1.25). A permanência na Palavra é a proteção do cristão num mundo líquido. (Baumann - Nada é para durar!) Permanecer na Palavra, “apesar de”, é a proteção do cristão.

A Palavra não é líquida. Os mandamentos de Deus, o Credo Apostólico são doutrinas invariáveis das Escrituras. O desafio dos cristãos é assumir as atitudes éticas do seu cristianismo: continuando na fé batismal, orando em todo o tempo, buscando compreender a palavra nos círculos cristãos (família, igreja, seu grupo cristão) vivenciando em forma de serviço ao próximo, usando os dons. Estas vivências da Palavra são formas de proteção dos cristãos. São as armas defensivas em que aparecem os efeitos diferenciados na arena da vida.

Os amigos ateus, agnósticos, afastados, arreligiosos são vulneráveis numa doença terminal, no limite entre vida e morte e poderão estar mais suscetíveis à Palavra de Deus. Fazem a leitura da vida dos cristãos. Pode ser uma oportunidade de recomeço ao contrapor o Imutável nas vulnerabilidades limites.

Recomeço para cada cristão lembra o Batismo na vida diária. Blindados com a verdade da Palavra pelo Espírito Santo, vestimos as “vestes de salvação” “o manto de justiça” (Is 61.1) que cobrem nossas fraquezas e imperfeições. “Somos os amados filhos de Deus tanto no sucesso como no fracasso. Deus não nos ama por causa do nosso sucesso, e Deus não deixa de nos amar quando fracassamos.” (Uma fé pública. Miroslav Volf. Trad: Almiro Pisetta. Mundo Cristão, S Paulo, copy, 2011. p. 47).

Para refletir:

1 – Como moldamos a fé aos nossos desejos?

2 – Ensinamentos cristãos da sua infância são decisivos na sua vida? Exemplos.

3 – O que são as vestes da salvação?


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