​Qual adjetivo você daria para a mensagem da Páscoa?


Qual adjetivo você daria para a mensagem da Páscoa? Consoladora? Inédita? Fundamental? Maravilhosa?

Certamente esses e outros se aplicariam muito bem. Mas, não esgotariam a riqueza de ângulos, benefícios e desdobramentos que o domingo da ressurreição pode oferecer ao ser humano.


Permitam-nos sugerir outra característica: extrema. O que se ouviu do anjo naquela manhã não foi menos que isso. Cristo ter se levantado dentre os mortos é a notícia mais revolucionária, mobilizadora e anti-isenta que o mundo já conheceu. Até os não crentes se dão conta disso, mesmo sem acreditar. Se Jesus de Nazaré - aquele cujos seguidores morreram afirmando que teria perdoado pecados, curado doentes, acalmado tempestades, ressuscitado gente, defendido os menos favorecidos - realmente voltou à vida três dias após ter agonizado até a morte numa cruz romana, então é impossível permanecer imune e imperturbado diante desse fato.


Simples assim: se você não crê na ressurreição, você pode continuar vivendo sua vida do mesmo jeito ou do jeito que você bem entender. Inquieto e obcecado com suas próprias pautas como a grande maioria, ou desinteressado e desiludido com seus dias, como grande parte da nossa geração. Você pode até brincar de espiritualidade, admirando Jesus a certa distância, sem grande comprometimento. Talvez lembrando de algum ensinamento que lhe seja mais conveniente e passando por cima daqueles que lhe deixam mais incomodado. Se Jesus ficou preso no submundo dos cemitérios, sepulcros e cadáveres, a gente pode seguir nossas rotinas apenas admirando-O como um dos muitos sábios da história. Vã seria a nossa fé, disse o apóstolo Paulo. O Cristianismo seria apenas mais um sistema insosso e desencarnado no cardápio das religiões.


Agora, se você acredita no que as mulheres viram naquela madrugada bendita, no que os discípulos viram algumas horas mais tarde, no que os céticos irmãos de Jesus e o cínico Tomé viram ao longo da semana, no que outras 500 pessoas e depois Saulo à caminho de Damasco viram, então tudo muda. E neste caso, você não tem o direito de continuar igual, insensível, inerte. Porque um ser que tenha demonstrado tamanho poder diante do inferno e da morte, que tenha literalmente provado sua autoridade divina, merece ser ouvido. Ser seguido de perto. Ser conhecido profundamente e levado a sério. O que Aquele que pisou na cabeça da serpente e soube tirar os dedos sujos do óbito de cima de si diz, promete e convida, demanda uma reação.


A ressurreição de Jesus traz, com ela, uma justa e radical reivindicação a cada um de nós. A adesão ao movimento não pode ser mais superficial. Os ensinamentos do ressuscitado podem até ter o tom de convite, mas possuem caráter de mandamento. Amar seu inimigo, orar por seus perseguidores, valorizar a igreja, abrir mão dos holofotes e viver sacrificialmente em favor do próximo...tudo isso (e muito mais) deixa de ser opcional. As promessas passam de uma doce utopia para uma realidade garantida e ativa. Porque Jesus provou ser o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, a manchete da Páscoa não é apenas tópico de doutrina. É paz e potência para serem experimentadas e compartilhadas. Páscoa é ressurreição e significa que nada é impossível pra Deus. Que a vida venceu a morte e a eternidade é uma certeza. Que o amor venceu o ódio e o perdão absolve o pecador. Que a esperança venceu o desespero e o sofrimento não tem mais a última palavra.


Quando Jesus saiu caminhando daquela caverna como se nada tivesse acontecido, não restaram mais dúvidas de que o seu Reino jamais poderia ser domado.


Feliz Páscoa, JELB! Com chocolate, mas acima de tudo, com reação à mensagem! Viva como o povo da ressurreição. Não se contente com menos.

Rev. Laerte Tardelli Voss
Pastor Conselheiro da JELB

Gostou? Compartilhe

Talvez você goste também

Fale com a gente

Olá! Envie sua mensagem. Ficaremos felizes em conversar com você.